Professores mantêm greve e trocam farpas com governo

Em assembleia realizada hoje, professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram pela continuidade da greve iniciada no dia 8. Até o começo da noite, também não havia terminado a manifestação nomeada de bota-fora do governador José Serra (PSDB), organizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) em conjunto com sindicatos dos servidores estaduais da saúde, na cidade de São Paulo.

Agência Estado |

Além disso, as duas partes - sindicato dos professores e Secretaria da Educação - divulgaram comunicados para lamentar o comportamento do lado oposto.

Segundo comunicado da Apeoesp, a Polícia Militar (PM) promoveu um ato intimidatório na manhã de hoje, quando apreendeu o caminhão de som que seria utilizado na manifestação dos professores e demais servidores públicos na região da Avenida Paulista. Já a Secretaria de Educação lamentou que os manifestantes causem transtornos graves no trânsito da cidade e prejudiquem o acesso aos mais de 20 hospitais da região da Paulista.

Segundo a PM, cerca de 3 mil pessoas participaram da manifestação de hoje, enquanto a Apeoesp informou que 40 mil professores aderiram ao protesto de hoje. O sindicato afirma que 60% dos professores estaduais estão em greve, enquanto a secretaria informa que as escolas funcionam normalmente, ou seja, nega o movimento grevista.

O sindicato dos professores e a pasta travam uma batalha desde o dia 8, quando foi iniciada greve da categoria que reivindica reajuste salarial de 34,3%, incorporação imediata das gratificações e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção. A secretaria afirma que não há justificativa para a reivindicação de 34% de aumento linear para os professores, "medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões, o que desorganizaria as finanças da educação e até mesmo do conjunto do Governo do Estado".

Desde o começo da paralisação, a secretaria ressalta que considera o movimento uma tentativa do sindicato de criar um fato político - para influenciar o quadro político e eleitoral e destruir as políticas baseadas na meritocracia. A Secretaria da Educação também informou que "não vai mudar nenhum dos programas que são combatidos pelo sindicato, como o Programa de Valorização pelo Mérito, que dá aumento de 25% de acordo com o resultado de uma prova, a lei que acabou com a possibilidade de faltar dia sim, dia não; e a criação da Escola Paulista de Professores, com a abertura de concurso para 10 mil novas vagas."

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