Professores de escolas itinerantes do Rio Grande do Sul que funcionam em acampamentos de sem-terra começaram hoje um jejum em protesto contra atrasos no pagamento dos salários, que ocorre desde janeiro, e contra falta de materiais didáticos. O grupo está instalado no acesso à sede da Secretaria da Educação, em Porto Alegre, e tem intenção de permanecer no local por tempo indefinido.

O pedagogo Altair Norback, que participa do protesto, disse que os professores receberão apenas água.

A Secretaria da Educação do Estado admitiu o atraso nos pagamentos, mas argumentou que ele é motivado por falha na apresentação de dados por parte do Instituto Preservar, uma organização não-governamental que formalmente contrata os professores e presta constas ao governo. "Entendemos que falta vontade política de resolver", afirmou, porém, Norback.

Na semana passada, a secretária-adjunta de Educação, Salete Cadore, recebeu uma comissão de alunos e professores, que entregou as reivindicações. Conforme a secretaria, o instituto apresentou as informações necessárias sobre o período de janeiro a maio apenas em setembro e os salários deste período serão pagos entre amanhã e quarta-feira.

Sobre o material didático, a secretaria informou que as escolas itinerantes precisam fazer o pedido à instituição de ensino à qual estão subordinadas, pois todas contam com verba própria para essa finalidade. As escolas itinerantes foram criadas há 12 anos no Rio Grande do Sul.

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