Um grupo de 28 educadores de escolas de assentamentos da reforma agrária e de escolas itinerantes de acampados manteve-se em jejum hoje pelo segundo dia consecutivo diante da sede da Secretaria Estadual da Educação do Rio Grande do Sul. Os manifestantes exigem o pagamento de salários atrasados desde janeiro e reposição do material didático que está em falta.

Também protestam contra o fechamento de escolas com poucos alunos em comunidades rurais e a fusão de turmas promovidas pelo governo do Estado.

A Secretaria da Educação explicou que os pagamentos estavam atrasados porque o Instituto Preservar, organização não-governamental (ONG) que formalmente contrata os professores e presta contas ao governo do Estado, só apresentou os relatórios referentes aos primeiros cinco meses do ano em setembro. E informou que depositou hoje os salários referentes ao período de janeiro a maio.

Mesmo assim, os educadores prometem manter o protesto até que o restante da pauta seja atendido, avisa a porta-voz do grupo, Maria Karam. A manifestação começou por volta das 15h30 de segunda-feira e já passou por alguns momentos de tensão. Nas primeiras horas, o grupo ficou na rampa de acesso ao prédio da secretaria.

No início da noite de ontem, pressionado pela Brigada Militar, o grupo saiu e instalou-se do lado de fora da cerca que protege o terreno, localizado na região central de Porto Alegre, onde permaneceu durante o dia, abrigado da chuva em duas barracas de lona. Durante o jejum, os educadores se limitarão a beber água.

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