Professores de SP decidem entrar em greve a partir de quarta-feira

Os professores da rede pública estadual paulista decidiram entrar em greve a partir da próxima quarta-feira, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta sexta-feira na Praça da República, que reuniu, segundo a Apeoesp, cinco mil pessoas.

Agência Estado |

De acordo com a PM, porém, o ato teve a presença de 800 professores. A paralisação tem o objetivo de pressionar o governo estadual a retirar os projetos de lei complementares 19 e 20 da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ambos enviados pelo governador José Serra (PSDB).

Em nota, os professores afirmam que estes projetos retiram direitos e tornam mais precária a vida funcional dos admitidos em caráter temporário. Basicamente, as propostas, tratam da contratação de servidores temporários e da criação de novas jornadas de trabalho e concursos para professores da rede estadual de ensino

A secretária de comunicações da entidade, Rosana Inácio, conta que os professores estiveram reunidos com o secretário estadual de educação, Paulo Renato, no dia 12 de maio, quando ele havia sido recentemente empossado no cargo. Na ocasião, o secretário alegou não poder encaminhar a discussão e pediu um tempo para se informar melhor sobre o tema.

Os projetos foram encaminhados para a apreciação dos deputados estaduais e a Apeoesp chegou a participar do colégio de líderes, quando novamente expôs suas avaliações e conseguiu que fosse agendada uma audiência pública para debater as propostas - justamente no dia 3.

No entanto, relata a sindicalista, o governador José Serra requereu regime de urgência para a votação dos dois projetos, além de indicar relatores especiais para cada um deles. "Esperávamos que o trâmite (no Legislativo) fosse o normal, mas o governador não pretende permitir que os projetos passem pelas comissões da Alesp. Por isso a greve foi proposta e acabou aprovada pela assembleia dos professores", completa Rosana.

Manifestação

Além de paralisar as aulas, os professores vão organizar uma grande manifestação em frente ao prédio da Alesp, paralelamente - e no mesmo momento - à audiência pública sobre os polêmicos projetos. Uma nova assembleia também será realizada, para definir os rumos do movimento.

Além de ampliar o debate sobre as alterações propostas pelo Executivo, a categoria também reivindica 27,5% de reposição salarial, um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse, ações imediatas para pôr fim à violência nas escolas, estabilidade a todos os professores por meio de concurso público classificatório, entre outros itens.


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