Professores presentes na manifestação que ocorre nesta tarde na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, decidiram pelo fim da greve da categoria, que completa hoje um mês de duração. A decisão, anunciada por representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de cima do carro de som, não agradou todos os manifestantes.

Um ovo foi arremessado contra a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, e um grupo de professores gritavam "fora Bebel", como ela conhecida no sindicato.

A Apeoesp defende que a paralisação seja interrompida porque a Secretaria de Educação já acenou com uma negociação para a semana que vem. Os sindicalistas pretendem aguardar até o dia 7 de maio para uma resposta do governo. Na data, deve haver uma nova assembleia geral em frente ao prédio da Secretaria, na Praça da República. Apesar da trégua na paralisação, um novo ato foi agendado para a próxima terça-feira, diante da Assembleia Legislativa.

Cerca de 800 professores participam da manifestação, que ocupa uma faixa da avenida. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 300 oficiais permanecem no local.

Desde o início, a paralisação provoca uma queda de braço entre sindicalistas e o governo. A categoria chegou a afirmar que o movimento atingiu cerca de 80% dos professores. Já a Secretaria afirmava que a o movimento não mobilizou mais que 1% e que a greve é política. Entre as reivindicações, os professores pedem reajuste salarial de 34,3%.

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