Professores da USP decidem aderir à greve

SÃO PAULO - Em assembleia realizada nesta quinta-feira, o sindicato dos professores da Universidade de São Paulo (Adusp) decidiu a partir desta sexta aderir à greve iniciada pelos funcionários há um mês. Cerca de 80 docentes votaram a favor da paralisação, 9 foram contra e houve 9 abstenções.

Agência Estado |

Além da pauta de reivindicação salarial, eles protestam contra a presença da Polícia Militar no câmpus, chamada para cumprir uma ação judicial de reintegração de posse da reitoria, que teve as entradas bloqueadas por funcionários.

Os sindicatos esperam conseguir maior adesão à greve - no total, há 15 mil funcionários e 5 mil professores da USP. Até agora, a maior parte das atividades no câmpus aconteceu normalmente, com a paralisação restrita a algumas atividades.

A reitoria estima que 10% dos funcionários aderiram à greve - segundo o sindicato, são mais de 70%. À noite, um grupo de estudantes ligados ao DCE aprovou em assembleia greve a partir desta sexta.

Em relação aos professores e alunos, uma nota da assessoria de imprensa da USP diz que a greve atinge, em parte, os cursos de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a Escola de Comunicações e Artes e a Faculdade de Educação.

Na quarta-feira, a reitora Suely Vilela se reuniu com representantes de alunos, professores e funcionários, mas não chegaram a um acordo. Ela restringiu o retorno à negociação ao fim dos bloqueios nas entradas de prédios, como os museus, o Centro de Práticas Esportivas e a creche. Os manifestantes pediam a retirada da polícia. Nesta sexta, professores terão uma nova reunião com a reitora.

O impasse na USP agravou-se no dia 25, quando estudantes ocuparam a reitoria e outros prédios. A reitora recorreu à Justiça e pediu reintegração de posse das instalações.

Há uma mistura de reivindicações: campanha salarial de funcionários e professores, pedindo 16% de reajuste, reivindicação do sindicato de funcionários contra a demissão de um integrante e o protesto de alunos contra um curso a distância criado para professores. Além disso, outras demandas entram no discurso, como aumento de auxílio moradia e mais democracia. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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