Professores da rede estadual de São Paulo ganham reajuste de até 12,2 no salário-base

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira um reajuste de até 12,2% no salário-base dos profissionais da rede estadual de ensino, que deve entrar em vigor em agosto. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação informou que a medida nada tem a ver com a greve dos professores do Estado, pois vinha sendo estudada desde março e em nenhum momento foi colocada na pauta de negociações.

Redação |


Ao conceder o reajuste, o governo gastará R$ 670 milhões de reais a mais por ano. O piso mínimo do professor de primeira a quarta série, em jornada de 40 horas semanais, passa de 1.166,83 para R$ 1.309,17. No caso de professores de quinta a oitava série e Ensino Médio, o valor vai de R$ 1.350,75 para R$ 1.501,50.

O aumento do piso salarial se estende a outros cargos vinculados às escolas estaduais, sendo de 11% para diretores (cujo salário-base passa de R$ 1409,26 para R$ 1563,72) e 10% para supervisores (que passam de R$ 1638,03 para R$ 1803,93). O reajuste nos salários do Quadro de Apoio varia de acordo com a função.

A mudança no piso beneficia servidores ativos e inativos e incide em pagamentos de férias, sexta parte, qüinqüênio e bônus por merecimento, política que a Secretaria implanta este ano e que proporciona até 16 salários anuais para profissionais que atingirem metas previamente estabelecidas.

O governo do Estado anunciou, ainda, que irá encaminhar para a Assembléia Legislativa um projeto que cria 70 mil vagas para professor concursado, com jornada de dez horas semanais.

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