Professores continuam greve e supervisores ameaçam parar

SÃO PAULO - A presidente do Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo (APASE), Maria Cecília Sarno, afirmou, nesta sexta-feira, que os professores continuam com a paralisação e que a categoria dos supervisores se reunirá na próxima sexta, quando decidirão os próximos passos da manifestação. Vou fazer a convocação da categoria no dia 27, pode ser que eles (os surpevisores) decidam pela greve.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

Carolina Garcia

De acordo com a presidente, os professores e funcionários do magistério estão lutando, sobretudo, pela campanha salarial. "As perdas do salário da categoria se acumulam desde 1995 no governo de Mario Covas e os nossos ganhos não superam nem a inflação".

Nesta sexta, a Apeoesp rejeitou a proposta de reajuste salarial de 12,2% feita na véspera pela Secretaria de Educação e decidiu continuar a greve por uma semana. O sindicato quer que o piso da categoria seja de R$ 2 mil, enquanto a proposta do governo eleva os salários-base a no máximo R$ 1.501,60.

Além de rejeitar a proposta e manter a greve, que já dura uma semana, os professores saíram em passeata pelas ruas de São Paulo e fecharam vias importantes como a avenida Paulista e a rua da Consolação, antes de terminarem o protesto na praça da República, região central da capital. 

Manifestação

Rose Stefanelli
A internauta Rose Stefanelli registrou o ato
Segundo a Polícia Militar, a manifestação reuniu 8 mil pessoas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), no entanto, estimou o público em 60 mil. Os professores começaram o protesto no vão livre do Masp e já eram esperados por novo grupo
de manifestantes na praça da República. O protesto no local foi registrado pela internauta do iG, Rose Stefanélli, na foto acima.

Os docentes estão em greve desde a última segunda-feira e pedem a revogação do decreto 53037/08, assinado em maio pelo governador José Serra. O documento restringe as transferências de professores efetivos e cria uma prova anual para contratar profissionais.

A Secretaria de Educação diz estar aberta a fazer mudanças no texto, mas descarta a revogação do decreto, argumentando que ele não atenta contra direitos dos professores e beneficia o aprendizado dos alunos.

Segundo a Apeoesp, a paralisação atinge mais de 60% das escolas estaduais. A Secretaria de Educação afirma, no entanto, que apenas 2% (4,6 mil) dos 250 mil professores aderiram à greve.

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