Professor morto por estudante será enterrado hoje na Grande BH

Centenas de pessoas participam de velório de professor em Betim. Jovem de 23 anos confessou o crime, segundo a polícia

Alessandra Mendes, especial para o iG |

AE
Centenas de pessoas, entre estudantes, professores, parentes e amigos, prestaram homenagem ao professor
O corpo do professor Kássio Vinicius Castro Gomes, de 39 anos, assassinado dentro da Faculdade Izabela Hendrix, na zona centro-sul de BH, vai ser enterrado na tarde desta quinta-feira em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Familiares, amigos e colegas de trabalho passaram a madrugada no velório do professor, realizado no Ginásio Poliesportivo de Betim.

Kássio Vinícius foi morto a facadas no corredor da faculdade no início da noite de terça-feira (07). O estudante Amilton Loyola Caires, de 23 anos, confessou o crime após ser preso em casa, no bairro União, região noroeste da capital mineira, segundo informações da polícia.

A motivação do crime teria sido o descontentamento do aluno com uma nota dada pelo professor de educação física, que resultou na reprovação do estudante. Contudo, em depoimento, Amilton disse que, na verdade, estava sendo perseguido pelo professor, mas que não tinha intenção de matá-lo. A família do estudante alega que ele sofre de esquizofrenia e toma remédios controlados.

Violência é recorrente nas instituições particulares de Minas

De acordo com o presidente do sindicato dos professores das escolas particulares de Minas Gerais, Gilson Reis, uma pesquisa realizada pelo sindicato em parceria com a PUC Minas aponta que casos de violência não são novidade nas instituições particulares do Estado.

O estudo revela que mais da metade (62%) dos professores disse ter presenciado alguma agressão verbal nas salas de aula e 20% presenciaram o tráfico de drogas na escola.

O estudo aponta ainda que 39% dos professores relataram ter visto situações de intimidação, e 35%, de ameaça. O presidente do Sindicato, Gilson Reis, ainda explica que a maior parte dos conflitos entra para a cifra negra da segurança pública. "Os diretores e administradores das escolas se negam a registrar ocorrências para não manchar a imagem dos estabelecimentos. Isso acaba por maquiar o verdadeiro número de ocorrências de registro de violência dentro das escolas particulares".

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