A produtora de vídeo NDEC (Núcleo de Desenvolvimento Estratégico de Comunicação), que serviu como intermediária para o pagamento da Santana & Associados Marketing e Propaganda, do marqueteiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, João Santana, pela campanha da candidatura de Dr. Hélio (PDT), em Campinas, é acusada de ser uma fornecedora de “notas frias”.

A empresa e seus proprietários, Armando Peralta Barbosa e Giovane Favieri, foram alvo em julho de uma ação civil e estão prestes a ser denunciados criminalmente pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul.

Eles são acusados de integrar um esquema montado durante o governo estadual de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul, entre 2005 e 2006, que teria desviado R$ 30 milhões dos cofres públicos por meio de “serviços fantasmas”. A promotoria provou e obteve confissão de uma servidora que disse que a NDEC recebia 15% para dar notas por serviços não-prestados. Em Campinas, a NDEC foi contratada por ser uma empresa “conhecida no mercado”, segundo o coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campinas, Francisco de Lagos. Os empresários não responderam às ligações.

O Ministério Público Estadual, em Ribeirão Preto, e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo estão apurando possível prática de falsidade ideológica de documentos para fins eleitorais nas campanhas de prefeito dos candidatos Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, de Campinas, e Gilberto Maggioni (PT), de Ribeirão Preto, em 2004. Os procedimentos foram abertos este ano em desdobramento do inquérito policial (326/2006) que investiga Santana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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