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Produção de Peter Jackson, elogiado Distrito 9 estreia nos EUA

Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA), 14 ago (EFE).- Peter Jackson retorna à cena principal do cinema mundial com a estreia hoje nos Estados Unidos de Distrito 9 (District 9, 2009), um filme de ficção-científica que já arrasa entre a crítica especializada e tem direção do promissor sul-africano Neill Blomkamp.

EFE |

Tudo que cerca Jackson desde "O Senhor dos Anéis" cheira a sucesso. A trilogia, surgida entre 2001 e 2003, arrebatou US$ 3 bilhões de bilheteria em todo o mundo, e a última parte, "O retorno do Rei", conseguiu 11 prêmios Oscar, incluindo o de melhor filme.

Por isso, mesmo nos projetos em que aparece como produtor, como o próprio "Distrito 9" - que estreia em 30 de outubro no Brasil - e os futuros "Um olhar do paraíso " ("The Lovely Bones", 2009) e as duas partes de "The Hobbit", geram grande expectativa.

No entanto, "Distrito 9" nasceu por acaso e mais concretamente das cinzas de "Halo", uma adaptação do famoso videogame que nunca chegou a decolar e em que Jackson seria produtor e Blomkamp, diretor.

"A produção não se concretizou, mas gostei tanto de trabalhar com Neill que quando ele me sugeriu a ideia de 'Distrito 9', decidimos que seria divertido transformá-la em filme", comentou Jackson, de 47 anos, que apontou Blomkamp como "um diretor terrivelmente fascinante".

"Distrito 9", com seus US$ 30 milhões de orçamento, explora as repercussões sociais e geopolíticas da chegada dos extraterrestres há 20 anos a Johanesburgo, na África do Sul, e mostra como são sequestrados pelas autoridades em uma espécie de apartheid - regime de segregação racial -, tratados como refugiados e forçados a trabalhar para os humanos.

Blomkamp, que busca um novo uma espécie de novo caminho para o gênero extraterrestre, introduz alienígenas dentro da mistura cultural de Johanesburgo para falar sobre a xenofobia da sociedade atual.

E o faz, além disso, com o uso de reações de pessoas reais, gravada por sua equipe de filmagem.

"Em essência, o filme vem de nossa história, que é obviamente fictícia, para uma espécie de modo ultra-real", explicou Blomkamp, em alusão ao tom documentário do filme.

"Mais de um milhão de extraterrestres refugiados chegaram à Terra em uma nave espacial à deriva. São inofensivos. Mais do que isso, estão indefesos. Nem sequer podem alimentar-se e não sentem desejos de fazer nada em particular", afirmou Jackson, que não duvidou em impregnar o filme com as doses de sangue que o tornaram famoso em trabalhos como "Fome Animal" ("Braindead",1992).

Por enquanto, as duas publicações mais respeitadas de Hollywood se renderam ao novo trabalho.

"Melhor concebida e executada do que se esperava, essa ficção tão fascinante mantém as impressões digitais repletas de sangue de Jackson, e anuncia Blomkamp como um talento a ser olhado", afirmou Justin Chang, da revista "Variety".

"Ficção-científica genuína, te apanha imediatamente e não te solta até o último plano", apontou Kirk Honeycutt, da "Hollywood Reporter". "A direção de Blomkamp é do mais alto nível, inteligente e com descaramento", completa a publicação.

Agora é o público que deve se pronunciar, embora poucos sejam os fãs de cinema que ainda não repararam na engenhosa campanha de publicidade do filme, com cartazes com frases como: "Relatos da presença de não-humanos a 1-866-666-6001".

"Nas últimas semanas recebemos 33 mil chamadas e 2.500 mensagens de voz sobre avistamentos de alienígenas", disse no final de junho Dwight Caines, presidente de marketing digital dos estúdios Sony.

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