O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ainda não definiu a data que deixará o cargo. Mas pelo menos ele já pode respirar mais aliviado em relação a suas pretensões políticas. É que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu pedir o arquivamento do inquérito que investigava Meirelles sobre supostos crimes contra a ordem tributária.

A opinião de Gurgel é a de que não há qualquer fato novo que justifique novas investigações sobre o presidente do BC, uma vez que o mesmo bloco de denúncias já havia sido oferecido ao Supremo Tribunal Federal (STF) há cinco anos, quando Meirelles foi investigado pela primeira vez e acabou recebendo o status de ministro.

Não havia fato novo algum, disse Gurgel ao iG. Agora vou encaminhar o pedido de arquivamento ao ministro Joaquim Barbosa e ele vai decidir se dá ou não prosseguimento.

Sob análise da subprocuradora Cláudia Sampaio, as denúncias foram formuladas pela Justiça Federal do Paraná e enviadas para a de Brasília. Elas tratam sobre apurações envolvendo contas CC5 do caso Banestado.Como citavam o nome de Meirelles, as denúncias foram enviadas automaticamente para o STF.

Dentre as denúncias contra Meirelles havia a suspeita de ligação com doleiros investigados por lavagem de dinheiro, sonegação de imposto de renda e omissão de bens. Todas as acusações foram arquivadas pelo STF.

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