Procura por tratamento contra crack e cocaína aumenta nas classes A e B

Segundo estudo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, de 2006 para 2008, foi registrado um aumento de 139,5% no número de usuários que possuem renda acima de 20 salários mínimos e que procuram tratamento contra o vício do crack e cocaína.

Redação |

Em 2006 houve 152 atendimentos do tipo, contra 388 em 2008. Em 2006, 1.538 pessoas procuraram tratamento para abandonar as drogas. A idade média era de 30 anos e as pessoas oriundas das classes A e B não passavem de 12% dos atendimentos.

Em 2008, o número geral de pacientes aumento 71%, passando para 2.638. A idade média dos atendidos pelo serviço público caiu para 29 anos. Neste período, o número de pacientes que possuem renda de 20 salários mínimos passou a representar 15% do total. Os homens ainda são a maioria dos pacientes (cerca de 76%).

Ação da polícia

Segundo Marcos Roberto Chaves da Silva, coronel comandante do policiamento da área central de São Paulo, a Polícia Militar ainda está na primeira fase das ações para combater o tráfico na área da Cracolândia, no centro da capital paulista. "Estamos ainda na primeira fase das ações, onde estabelecemos as prioridades".

Segundo o coronel, 14 traficantes foram presos entre os dias 22 e 27. Quanto ao usuários, ele diz que os profissionais da saúde e agentes de proteção social fazem as abordagens, para procurar um tratamento para as pessoas que lá vivem, ou para fazer com que elas voltem para as suas casas. Esse tratamento continua depois que elas deixam a rua, pois o assistente social auxilia os parentes no trato com os dependentes.

As ações não têm relação com a divulgação em massa da imprensa sobre o assunto, diz o coronel. Para elas terem início agora, tiveram que passar por um processo de planejamento anterior, de acordo com Chaves da Silva. "As operações haviam sido planejadas há muito tempo, antes de iniciar a ação tínhamos que exercitar o trabalho de inteligência, identificando os imóveis, e fazendo pedidos de mandados de busca".

Cerca de 3.200 pessoas foram abordadas durante esta primeira semana de operações. Na semana anterior a esta, segundo o coronel, haviam sido 2.800. "As abordagens já aconteciam, mas nós não estávamos divulgando", disse.


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