Procura faz leitos de hospitais públicos esgotarem no RJ

RIO DE JANEIRO - A grande procura de pacientes com suspeita de dengue provocou o esgotamento dos leitos na rede pública de Saúde do Rio e o fechamento precoce da maior estrutura de apoio montada pelas Forças Armadas. O Estado anunciou o aluguel de 100 leitos na Santa Casa da Misericórdia, no Centro do Rio, e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), pediu à Prefeitura que pelo menos a metade dos postos de saúde do município ficassem abertos 24 horas para amenizar a carência de leitos nos hospitais.

Agência Estado |


A Defensoria Pública da União entrará com ação civil pública exigindo a abertura dos postos no final de semana.

Na capital, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, das 147 unidades de saúde, 21 ficam abertas 24 horas. O prefeito Cesar Maia rebateu e disse que o município disponibiliza "desde janeiro 130 postos para hidratação".

O prefeito prometeu a inauguração do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, conhecido como Hospital de Acari, cuja construção terminou em 2004, para esta semana. A abertura da unidade ofereceria 298 leitos.

Hospital de campanha
Menos de 48 horas após a inauguração, o hospital de campanha da Aeronáutica, na Barra da Tijuca (Zona Oeste), não suportou a grande procura nesta terça-feira e encerrou a distribuição de senhas antes do meio-dia, quando a capacidade de 400 atendimentos foi esgotada.

"Até às 10h30, já tínhamos distribuído 217 senhas, ou seja, mais da metade de nossa capacidade. Encerramos a distribuição antes do meio-dia para evitar a degradação da qualidade do atendimento", disse o tenente-coronel Henry Munhoz, responsável pela Comunicação Social da Aeronáutica.

Durante todo o dia, 407 pessoas foram atendidas e 267 casos de dengue foram clinicamente constatados, sendo 47 em crianças. Segundo a Aeronáutica, um fator que prejudicou o atendimento foi a ocupação dos leitos de hidratação por pessoas que, por falta de vagas na rede pública, ficaram no hospital da Aeronáutica.

Nove pacientes passaram a noite de segunda para terça no local e  o número de "internados" subiu para 13, que foram transferidos após a intervenção do secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortês.

No Hospital de Campanha da Marinha, que funciona apenas como apoio no atendimento pacientes com suspeita de dengue do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foram realizados 414 atendimentos, sendo 242 de pacientes adultos e 172 crianças.

Nos dois dias, os médicos da marinha atenderam 638 pessoas e constataram 320 casos de dengue, sendo quatro casos de emergência. O hospital de campanha do Exército, que funciona exclusivamente para hidratação dos pacientes do Hospital Carlos Chagas, em Deodoro (Zona Oeste), atendeu 140 pessoas e removeu uma pessoa que estava em estado grave.


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