BRASÍLIA - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julga nesta terça-feira, em sessão secreta, se abre ou não um processo administrativo contra o juiz da 6ª Vara Federal, Fausto De Sanctis, responsável pelos decretos de prisão preventiva cumpridos em julho na Operação Satiagraha da Polícia Federal. Segundo informou a assessoria do CNJ, trata-se de um processo sigiloso.

A reclamação contra o juiz foi apresentada pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), que solicitou informações sobre repasse de senhas e acessos a cadastros e escutas telefônicas supostamente autorizadas pelo magistrado. Na época, Sanctis foi alvo também de críticas do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, por ter decretado uma nova prisão preventiva ao banqueiro Daniel Dantas durante a Operação Satiagraha, a pedido do delegado Protógenes Queiroz. 

No último dia 18 de novembro, o processo que estava previsto para entrar na pauta da sessão teve de ser retirado pelo fato de o relator, corregedor Gilson Dipp, ter presidido a sessão no lugar do ministro Gilmar Mendes, que estava na Alemanha.

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