Problemas financeiros motivam intervenção em plano

A Unimed Paulistana, operadora de planos de saúde com 1,3 milhão de usuários, sofrerá intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em razão de problemas econômicos e financeiros que já estariam ameaçando a assistência aos clientes. A decisão, ocorrida na semana retrasada, deverá ser publicada esta semana no Diário Oficial da União (DOU), segundo a reportagem do Estado apurou.

Agência Estado |

Procurada na sexta-feira, a operadora informou não ter conhecimento oficial da medida e revelou apenas que tem uma reunião marcada hoje com a agência para discutir um plano de recuperação apresentado.

A intervenção, chamada de direção fiscal, significa que um funcionário da agência passará a trabalhar dentro da empresa. Ela já era discutida pelo órgão regulador desde o início deste ano. É também um alerta para os usuários, segundo analistas do mercado, pois indica que a situação se agravou. No entanto, a obrigação de toda a empresa de planos, mesmo em dificuldades e sob intervenção, é manter o atendimento.

O dirigente da cooperativa, Mário Santoro Júnior, diz que, se a medida for confirmada, a empresa adotará medidas judiciais. “Não há nada que justifique a direção fiscal”, afirmou. Segundo Santoro Júnior, a dívida de cerca de R$ 700 milhões em tributos já foi quase totalmente renegociada. Ele destacou que não há qualquer prejuízo ao pagamento dos médicos do plano ou a prestadores de serviço.

O sistema de cooperativas Unimed vinha discutindo o pagamento de tributos há anos, principalmente a partir dos anos 90, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) criou novo entendimento sobre o tratamento diferenciado dado às cooperativas, consideradas isentas do pagamento dos impostos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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