Problema psíquico afeta PMs no Rio, aponta pesquisa

Homens estressados, cansados, mal pagos. Insatisfeitos com o presente e com pouca crença no futuro.

Agência Estado |

Imobilizados pela hierarquia e magoados com a generalização de uma imagem corrupta e ineficiente na sociedade. Esse é o retrato que policiais militares do Rio fazem deles mesmos, segundo pesquisa realizada entre 2005 e 2007 pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Claves/Fiocruz).

O estudo revelou nível elevado de sofrimento psíquico entre os encarregados de efetivar a segurança pública nas ruas. Mais de 50% deles dormem mal; 48% sentem-se nervosos, tensos ou agitados; e 35% se queixam de cansaço constante. Cerca de 16% têm tremores nas mãos e 5% admitem: pensam em se matar. Um quarto dos policiais se diz “incapaz de desempenhar um papel útil na vida” e quase 14% deles choram com freqüência.

O perfil humano fragilizado da Polícia Militar do Rio, a primeira do País, é apenas um dos aspectos revelados pela pesquisa, condensada no livro Missão Prevenir e Proteger, que será lançado hoje. É um completo inventário sobre as condições de vida, trabalho e saúde dos policiais militares do Rio vistas por dentro da instituição. Foram ouvidos 1.120 policiais da capital, por meio de questionários anônimos e entrevistas. A amostra tenta reproduzir a distribuição do total de 21 mil policiais fluminenses: 46% dos ouvidos são soldados; 16%, cabos, e os outros 38% oficiais e suboficiais. Cerca de 96% dos policiais ouvidos são homens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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