Prisão preventiva de pai e madrasta de Isabella é estudada pela polícia

SÃO PAULO - O diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galeano, afirmou neste sábado que as atuais linhas de investigação da Polícia Civil podem levar ao pedido de prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, segundo informações do Jornal Nacional.

Redação com Agência Estado |

  • Pai e madrasta de Isabella estão bem, "na medida do possível", diz tia da menina
  • Ao sair da prisão, madrasta agradece a Deus e diz que não é assassina
  • Qua tro testemunhas prestam depoimento neste sábado
  • L audos que investigam caso Isabella ainda não estão concluídos
  • Casal teria brigado antes de morte de Isabella
  • Libertação de casal não afeta investigações, diz delegada
  • Justiça concede pedido de habeas-corpus ao casal
  • Veja a íntegra do habeas-corpus
  • A defesa: Em cartas, casal diz que é inocente
  • Alberto Dines: Um caso para não esquecer



  • Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, deixaram a prisão nesta sexta-feira e passaram a noite na casa do pai dele. De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", ao deixar a prisão a madrasta desabafou e disse: "Não sou assassina". Câmeras de TV registraram também Anna Carolina agradecendo a Deus pela liberdade. Alexandre permaceu calado. Ambos foram beneficiados pelo habeas-corpus concedido pelo Desembagador Caio Eduardo Canguçu de Almeida.

  • O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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