SÃO PAULO ¿ A advogada da empresária Eliana Tranchesi, Joyce Roysen, disse, através de uma nota que a prisão de sua cliente é ¿injusta, desprovida de racionalidade (..) e excêntrica¿. Joyce também comunicou que entrará com um habeas corpus e tem como certa a libertação imediata de Eliana, uma das sócias da Daslu.

Na nota, a advogada comenta que ainda não teve acesso ao teor da sentença e lamentou que as pressões exercidas pela acusação desde o início do processo tenham obtido êxito em induzir um julgamento errôneo.

Eliana Tranchesi foi presa pela segunda vez nesta quinta-feira após o cumprimento, pela Polícia Federal, de uma condenação expedida pela 2ª Vara da Justiça do Estado de São Paulo. Além dela, seu irmão, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, e o ex-diretor financeiro da Daslu, Celso de Lima, também foram detidos. Eles estão condenados por formação de quadrilha, descaminho (fraude em importações) e falsificação de documentos. A decisão é em primeira instância e, por isto, ainda cabe recurso.

Histórico

As investigações sobre o suposto esquema de contrabando e de fraude fiscal envolvendo a Daslu começaram em outubro de 2004 com a apreensão de uma nota fiscal da Gucci que estava em um contêiner no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

A nota mostrava a venda direta da grife italiana para a Daslu enquanto outra nota, a que foi apresentada à Receita Federal, dizia que a mercadoria havia sido exportada de Miami (Estados Unidos) para uma importadora no Brasil.

Escutas telefônicas demonstraram que os acusados no caso estavam planejando a queima de documentos sobre a fraude. Isso motivou, em julho de 2005, a Operação Narciso. Na época, policiais federais revistaram a Daslu, apreenderam documentos e prenderam a proprietária da loja, Eliana Maria, e seu irmão, além de dois outros acusados.

(*com informações da Agência Estado)

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