Prisão de número dois da PF foi por suposto favorecimento ao irmão, diz delegado

BRASÍLIA - O delegado da Polícia Federal, Anderson Rui Fontel, disse na tarde desta terça-feira que o diretor-executivo afastado da Polícia Federal, Romero Menezes, foi preso pelo suposto favorecimento ¿de pessoas de seu círculo de amizade para fazer um curso de segurança portuária¿. O curso é um dos quesitos para a abertura de empresas de segurança, ramo no qual o irmão de Menezes, José Gomes de Menezes Júnior, tentava entrar com a empresa da qual é gerente, a EBX.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Da coletiva participou também o novo diretor executivo da corporação, Alberto Troncon Filho. Ele afirmou que a prisão de Menezes não está relacionada a suposto vazamento de informações que resultou em breve adiamento da Operação Toque de Midas, em que um dos investigados é o empresário Eike Batista.

Apesar disso, Troncon deu a entender que tal suspeita de crime também está sendo investigada. Há várias investigações em curso, declarou.

Em relação à suposta briga entre grupos da Polícia Federal ligados ao atual diretor-geral da corporação, Luiz Fernando Correa, e seu antecessor, diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, Troncon ponderou que tal rixa não existe e que a prisão de Menezes alguns dias após a queda de Lacerda foi uma mera coincidência.

Ele também negou qualquer relação do ocorrido com a Operação Satiagraha, reiterando que no tempo atual, não há cisão ou disputa por poder.

Troncon disse ainda que a credibilidade da instituição, que acaba de ter seu número dois preso, é reforçada com ações desta natureza. Isso nos afeta positivamente. É mais uma prova de que atuamos de forma transparente, pontuou.

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