Agora, é oficial. O maestro John Neschling deixa o comando da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) após o fim de seu contrato em 2010.

Mas, enquanto é instituída a bolsa de apostas sobre seu sucessor, sua saída não se dá sem polêmicas - a Fundação Osesp garante que foi o maestro quem pediu para sair; por sua vez, Neschling garante que foi excluído das discussões sobre sucessão e que pretendia ficar pelo menos mais dois anos, o que não vai acontecer, diz, por conta de pressões da Secretaria de Estado da Cultura. Da mesma forma, as principais entidades culturais entram 2009 envolvidas em impasses.

O Centro Tom Jobim deixou de ser a organização social responsável por comandar o Festival de Campos do Jordão e a Universidade Livre de Música, que passaram para a alçada da Faculdade Santa Marcelina. Nos bastidores, professores se dizem indignados com a alteração e afirmam que a decisão foi arbitrária, sem que um motivo claro fosse apresentado pelo governo do Estado. Por sua vez, o secretário João Sayad afirma apenas que a não renovação do contrato de gestão é prerrogativa do governo.

No mesmo caminho seguiram as mudanças feitas no Conservatório de Tatuí. No Teatro Municipal de São Paulo, os quatro primeiros anos da gestão Serra e, mais tarde, Kassab chega ao fim com algumas metas cumpridas e outras ainda a serem realizadas. O Teatro São Pedro continuou como palco destinado à ópera, mas seu caráter foi questionado pelo secretário João Sayad. Da mesma forma, é preciso lembrar, no Rio, da Cidade da Música. O enorme complexo foi enfim inaugurado, mas ainda não está pronto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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