Primeiro vôo bem-sucedido do zepelim completa 100 anos

Berlim, 5 ago (EFE).- O dia 5 de agosto de 1908, há exatos 100 anos, foi uma data-chave na história da aviação moderna, pois foi quando o conde Ferdinand von Zeppelin, pai do dirigível, concluiu com sucesso sua viagem de 24 horas a bordo do Luftschiffe Zeppelin IV, o LZ4, que horas mais tarde foi consumido por um incêndio.

EFE |

O lendário conde Zeppelin, que deu seu nome à invenção, conseguiu realizar com sucesso a viagem de teste de sua aeronave LZ4, com qual partiu de Friedrichshafen e sobrevoou Basiléia, Estrasburgo, Karlsruhe e Mainz.

Apesar de problemas técnicos em um dos motores, o conde Zeppelin aterrissou com sucesso às 8 horas da manhã do dia 5 na localidade de Echterdingen, em Baden-Württemberg (sudoeste da Alemanha), onde 100 mil pessoas o esperavam para aclamar sua proeza.

"Toda a Alemanha tem febre pelo Zeppelin", diziam os jornais da época. O periódico regional "Württembergische" falou de uma "migração da população", pois muitas pessoas deixaram seus trabalhos para poderem assistir à chegada do globo dirigível e seu criador.

A maioria dos especialistas concorda que esse dia marcou o início da vida adulta do zepelim.

Horas depois, já em terra firme, o zepelim ardeu em chamas com a explosão de seus depósitos de hidrogênio por causa de uma tempestade e mesmo com os esforços de dezenas de pessoas que foram tentar socorrer a aeronave.

Este fato, curiosamente, foi chamado pela imprensa alemã de "desgraça nacional", e traria ao caso uma fama ainda maior, que o ajudaria a obter 6 milhões de marcos alemães - a maior parte de doações - para a construção de um novo modelo de sua bem-sucedida nave.

O Governo alemão decidiu comprar o zepelim para usos militares e, no ano seguinte, a utilização do aparelho se estendeu à aviação civil.

Entre 1909 e 1914, mais de 30 mil pessoas viajaram a bordo de um zepelim em cerca de 1.500 vôos na Alemanha.

A produção do zepelim, cuja imagem foi utilizada nos anos 1930 pelo Terceiro Reich como símbolo da nova Alemanha, foi interrompida depois que, em 1937, 35 pessoas morreram a bordo do LZ129 Hindenburg, em um incêndio pouco antes da aterrissagem em Nova Jersey (Estados Unidos).

A nave, batizada em homenagem ao presidente alemão Paul von Hindenburg, foi um dos maiores zepelins construídos na época, com 245 metros de longitude.

Das 97 pessoas que viajavam no zepelim, 35 morreram, além de outra que estava na área onde a nave caiu.

A catástrofe comoveu a opinião pública em grande parte devido às emocionantes transmissões ao vivo feitas por um repórter da emissora "WLS", de Chicago.

Essa transmissão, ao ser unida depois com as imagens do acidente, se transformou em um dos fatos mais impactantes do século XX. EFE ira/wr/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG