Suspeitos de assassinar jovem em Guarulhos vão a júri http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/suspeito_diz_ter_assumido_assassinato_apos_sofrer_tortura_de_policiais_2120250.html target=_topSuspeito diz ter assumido assassinato após sofrer tortura de policiais http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/policiais_negam_ter_torturados_jovens_suspeitos_de_assassinato_em_guarulhos_2119277.html target=_topPoliciais negam ter torturado jovens suspeitos de assassinato em Guarulhos " / Suspeitos de assassinar jovem em Guarulhos vão a júri http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/suspeito_diz_ter_assumido_assassinato_apos_sofrer_tortura_de_policiais_2120250.html target=_topSuspeito diz ter assumido assassinato após sofrer tortura de policiais http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/policiais_negam_ter_torturados_jovens_suspeitos_de_assassinato_em_guarulhos_2119277.html target=_topPoliciais negam ter torturado jovens suspeitos de assassinato em Guarulhos " /

Primeiro dia de julgamento em Guarulhos é encerrado com contradições

GUARULHOS - O primeiro dia do julgamento de Renato Correia de Brito, William César de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva, acusados de matar Vanessa Batista de Freitas, de 22 anos, em Guarulhos, em 2006, terminou com contradições. Foram ouvidos os delegados que investigaram a morte da moça, o acusado de vários assassinatos, Leandro Basilio Rodrigues, conhecido como o maníaco de Guarulhos e o delegado que registrou a confissão de Rodrigues. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/supostos_assassinos_de_jovem_vao_a_juri_hoje_em_sp_2118934.html target=_topSuspeitos de assassinar jovem em Guarulhos vão a júri http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/suspeito_diz_ter_assumido_assassinato_apos_sofrer_tortura_de_policiais_2120250.html target=_topSuspeito diz ter assumido assassinato após sofrer tortura de policiais http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/18/policiais_negam_ter_torturados_jovens_suspeitos_de_assassinato_em_guarulhos_2119277.html target=_topPoliciais negam ter torturado jovens suspeitos de assassinato em Guarulhos

Samanta Dias, repórter do Último Segundo |

Acordo Ortográfico

Ouvido por volta das 16h, Leandro Basilio negou o assassinato de Vanessa. O delegado Antonio Carlos Cavalcante, que presidiu o inquérito, depôs em seguida e disse que não encontrou provas "sólidas" contra William César de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva, e constatou alguns indícios da participação de Brito, ex-namorado de Vanessa, no crime.

Durante a tarde, três testemunhas que não estavam no processo foram convocadas pelo juiz Leandro Jorge Bittencour, entre eles o presidente da OAB Guarulhos, Airton Trevisan e Cláudio Avila. Eles foram chamados para confirmar o depoimento da advogada Kátia Soraia dos Reis Cardoso.

Kátia disse em seu depoimento ter visto, no dia da prisão dos três suspeitos, um policial dando um "tapa violento" em William César de Brito Silva, um dos acusados. Em depoimento, a advogada disse que não formalizou a denúncia de agressão na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nem no Ministério Público (MP) pois teve medo de sofrer represálias.

A advogada disse ainda que apenas conversou sobre o caso com o membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Guarulhos, Cláudio Ávila. Diante dessa afirmação, o juiz Leandro Bittencour Cano decidiu convocar Ávila para confimar o contato de Kátia.

O delegado Jackson César Batista,  da Delegacia de Homícídios de Guarulhos, também foi um dos convocados de última hora. Ele confirmou a confissão de Leandro dizendo que matou Vanessa e leu trechos de seu depoimento, onde ele afirma que não se arrepende dos crimes que cometeu. Batista disse que Leandro passou a desmentir a autoria do assassinato de Vanessa depois de conversar com seus advogados.

O promotor de Justiça, Levy Emanuel Magno, que representa a acusação, apontou contradições entre as declarações de Leandro e o laudo sobre a morte de Vanessa. Na confissão, o " maníaco de Guarulhos" disse que não bateu na vítima, enquanto a perícia indica que Vanessa foi brutalmente espancada.

Além disso, o Leandro Basilio afirma que não abusou sexualmente da garota e apenas tirou suas botas e levantou sua saia, depois de asfixiá-la com as mãos. Mas Vanessa foi encontrada vestida apenas com as botas e o sutiã.

Os três acusados pelo assassinato de Vanessa acompanham os depoimentos. Por volta das 19h40 quando o promotor começou a ler o laudo das escoriações sofridas por Vanessa antes de morrer, a mãe da vítima, que assistia ao julgamento deixou a sala chorando.

Quarta-feira serão ouvidas mais 11 testemunhas e será feito o debate entre acusação e defesa, depois o corpo de jurados, que é composto por três homens e quatro mulheres, vai tomar a decisão. Eles vão passar  a noite desta terça no hotel selecionado pelo tribunal de Justiça, de onde sairão direto para o fórum na quarta de manhã.

O assassinato

Vanessa Batista de Freitas desapareceu no dia 17 de agosto de 2006 efoi encontrada morta dois dias depois num terreno baldio da cidade. Seu corpo apresentava marcas de violência sexual.

No mesmo dia, a polícia prendeu o ex-namorado e pai do filho de Vanessa, Renato Correia de Brito. Em depoimento, o rapaz confessa ter sido o mandante do crime, executado por seus dois amigos William Cesar de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva, que também foram presos.

Em setembro de 2006, o delegado que investigou o caso, Antônio Carlos Cavalcante, escreve ao juiz que não havia provas que sustentassem a prisão dos supostos executores, Wagner e William, que sempre negaram o crime. O promotor Marcelo Oliveira pediu que ambos continuassem presos e foi atendido pela Justiça.

Renato, William e Wagner ficaram detidos no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos sob acusação de violentar e matar Vanessa. Entre 2006 e 2007, tiveram um pedido de relaxamento da prisão e um pedido de habeas-corpus negados.    

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