PRF: cresce número de motoristas presos por embriaguez

O número de motoristas presos por dirigirem embriagados aumentou 38,2% nas estradas federais brasileiras entre o primeiro e o segundo semestre de vigência da Lei 11.705, a chamada lei seca.

Agência Estado |

Um balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que a quantidade de casos passou de 3.820 para 5.283 entre os dois períodos. Embora em uma proporção menor, também cresceu a quantidade de pessoas flagradas com até 0,29 mg de álcool por litro de ar expelido no teste de bafômetro - infração que provoca suspensão da carteira de habilitação e multa de R$ 957,70.

A PRF indica que o aumento no número de pessoas presas é decorrência de um aperto na fiscalização feita nas estradas. A quantidade de testes de bafômetros realizados nas estradas de todo o País foi quase nove vezes superior na comparação entre o primeiro e o segundo semestre de lei seca - passou de aproximadamente 38 mil para 320 mil. Por isso, houve uma diminuição na proporção entre flagrantes e número de testes de bafômetro: nos seis meses iniciais, foi de um flagrante para cada seis testes realizados e no período seguinte passou para um em cada 40.

“Isso mostra que as pessoas ainda não foram conscientizadas neste primeiro ano de lei seca e ainda há muitos motoristas que bebem e dirigem. Já estava na hora de reduzir as infrações, mas o aperto na fiscalização cada vez mais pega esses motoristas”, diz o presidente da Associação de Vítimas de Trânsito (Avitran), Salomão Rabinovich.

A PRF também informou que, desde a publicação da lei, o porcentual de autuações a motoristas que se recusaram a soprar o bafômetro caiu de 18% para 13%. O primeiro balanço dos 12 meses de lei seca da Polícia Rodoviária Federal também aponta uma pequena redução no número de mortos nas estradas federais: 2%. Foram 6.614 entre o dia 20 de junho de 2008 e 16 de junho de 2009, ante 6.729 no período anterior. Por outro lado, cresceu o número de acidentes (7%) e feridos (4%). A PRF ressalta, no entanto, que houve um aumento de aproximadamente 9% na frota brasileira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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