Previsão é de mais chuva forte até segunda-feira na região Sul

As tempestades que ocorreram na madrugada de deste domingo em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com precipitação de granizo e ventos de até 102 quilômetros por hora em Uribici (SC), foram formadas por áreas de instabilidade criadas por uma massa de ar quente vinda do Paraguai e do Mato Grosso do Sul que se chocou com a massa de ar fria do Sul do País. As chuvas continuam, pelo menos, até amanhã, espalhando-se até o Paraná, do Vale do Itajaí até Curitiba, com precipitações de 50 milímetros.

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"Pode ser até mais que isso, mas é uma estimativa. Já vemos várias descargas elétricas entre nuvens nessa região, o que indica que choverá bastante também nessa área até amanhã", disse o meteorologista Luiz Kondraski, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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O granizo destruiu telhas de dezenas de casas em toda a cidade de Herval(RS) neste domingo (27). E a chuva forte que se seguiu acentuou o estrago, inundando as residências. A defesa civil e a prefeitura se mobilizaram para auxiliar as famílias, mas ainda não há números totais de desabrigados e atingidos pelo temporal. Um carro de som da defesa civil cruza as ruas da cidade anunciando que não há mais telhas e que estão providenciando auxílio para quem precisa.
O granizo destruiu telhas de dezenas de casas em toda a cidade de Herval neste domingo.


Segundo Kondraski, na cidade de Indaial, em Santa Catarina, no Vale do Itajaí, a média de chuva para o mês de setembro é de 122 milímetros. "Em apenas algumas horas do dia, portanto, choverá entre hoje e amanhã o equivalente ao que chove de 12 a 13 dias nessa região", exemplificou.

Por volta das 17h, áreas de instabilidade se formavam entre as cidades de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, e Chapecó, em Santa Catarina. Segundo ele, o Cptec já previa esses temporais na região desde sexta-feira, e comunicados já foram enviados para a Defesa Civil de cada Estado. O centro continua monitorando as chuvas na região, com a ajuda de satélites. "Agora, formaram-se novas áreas de instabilidade no norte do Rio Grande do Sul, que devem se deslocar para o Leste, para o planalto e Serra Gaúcha, Planalto Sul e Serras de Santa Catarina à noite, em direção ao oceano", disse.

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