Prevenção, a chave para evitar o vírus HPV

A estatística é assustadora. A cada quatro adultos, um é portador do HPV (papilomavírus humano).

Agência Estado |

Trata-se de um vírus que se divide em mais de 200 tipos, classificados como de baixo ou de alto risco para câncer do colo do útero. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de casos novos desse tipo de tumor esperados para o Brasil em 2008 era de 18.680, o que significa um risco estimado em 19 ocorrências para cada 100 mil mulheres.

Transmitido pelo contato com a pele infectada durante a relação sexual, o vírus pode causar lesões na vagina, no colo do útero, no pênis e no ânus. A mulher que apresenta resultados positivos para o HPV de alto risco é submetida a procedimentos que podem deixar sequelas e até comprometer sua capacidade reprodutiva. Na prática, é desconsiderado o fato de que cerca de 70% das contaminadas têm o HPV inativo.

Usar preservativo durante a relação sexual diminui a possibilidade de transmissão do vírus, mas não evita totalmente. No entanto, foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero: o HPV-16 e o HPV-18. Mas o real impacto da vacinação só poderá ser observado após décadas.

Hoje, há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas previne os dois tipos: 16 e 18, presentes em 70% dos casos, e os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18. A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Ainda assim, é melhor prevenir.

AE

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