Cerca de 20% das pessoas sofrem com enxaqueca. O sintoma mais característico é a dor pulsante que, normalmente, atinge só um lado da cabeça.

Pode durar de quatro horas a três dias. A luz, os barulhos e os cheiros incomodam. Náuseas também são comuns. A prevalência em mulheres é quase três vezes maior do que em homens. Até os 12 anos, a síndrome afeta de maneira semelhante ambos os sexos. Depois da primeira menstruação, as mulheres se tornam mais vulneráveis.

Convém sempre procurar um neurologista antes de tomar qualquer medicação. O chefe do Setor de Cefaleia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Deusvenir de Souza Carvalho, explica que o uso indiscriminado de analgésicos pode tornar a dor crônica. “O tratamento é sempre personalizado”, afirma. Em geral, as terapias procuram aliviar os sintomas durante as crises e prevenir a doença. Além de remédios, médicos podem sugerir a diminuição do consumo de bebida e tabaco.

A advogada Karem Nogueira, de 31 anos, começou tratamento há dez anos. Conseguiu diminuir a intensidade das crises e a frequência: de semanais, passaram a mensais. A terapia envolveu a prática de exercícios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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