Pressionado para renunciar à presidência do Senado, Sarney evita jornalistas

BRASÍLIA - Pressionado por alguns senadores a renunciar à presidência do Senado, o senador José Sarney (PMDB-AP) tem evitado responder a questionamentos da imprensa. Nesta sexta-feira, Sarney esteve reunido com os senadores Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, e Gim Argello (PTB-DF), vice-líder do governo, por quase duas horas, mais saiu do encontro sem falar com os repórteres.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Durante todo o dia de ontem, Sarney decidiu ficar em casa, quando soube que o senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediria seu afastamento, em discurso em plenário. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o presidente deixou sua residência apenas para se consultar com um oftalmologista à tarde.

Agência Senado
Sarney foi ao Senado, mas saiu em silêncio  
Segundo pessoas ligadas ao PMDB, Sarney resolver aparecer no Senado hoje para afastar rumores de que estava recluso após a divulgação de denúncias envolvendo seu nome. Pesa contra Sarney a denúncia que parentes seus foram contratados pelo Senado a partir de atos administrativos secretos.

Ao sair da reunião, Gim Argello saiu em defesa do presidente, e disse não ver necessidade de ele se afastar do cargo. Renan Calheiros, como Sarney, não falou com a imprensa.

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