Presos suspeitos de obstruir caso da morte de ex-ministro do TSE

José Guilherme Villela, a mulher dele e uma empregada foram mortos em agosto de 2009. Entre os presos está a filha do casal

AE |

selo

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu nesta terça-feira cinco mandados de prisão, decretados pela Justiça, de pessoas acusadas de obstruir as investigações para esclarecer o assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, de 73 anos, de sua mulher Maria Carvalho, de 69, e da empregada Francisca Nascimento da Silva, de 58 anos. Eles foram mortos com 73 facadas dia 28 de agosto do ano passado, mas os corpos só foram localizados no dia 31.

AE
Villela defendeu Collor durante impeachment
Foram alvos da prisão temporária pelo prazo de 30 dias, a filha do casal, Adriana Villela, o ex-agente da polícia civil, José Augusto Alves, a faxineira da família, Guiomar dos Santos, além da vidente Rosa Maria e seu marido João Torquato.

Eles estão presos nas dependências da Coordenação da Polícia Especializada (CPE). O inquérito está sob segredo de Justiça. O inventário dos bens do casal está sendo feito em favor de Adriana e de seu irmão Augusto Villela.

José Guilherme ficou conhecido como advogado do então presidente Fernando Collor no processo que resultou no impeachment do presidente. Nos últimos anos, ele advogava em questões fundiárias.

Biografia

De 1980 a 1986, o advogado José Guilherme Villela foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral. Entre os clientes famosos, ele defendeu o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf; o ex- ministro da Fazenda Delfim Netto, os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Fernando Collor (durante o processo de impeachment em 1992); e o presidente do Senado Federal, José Sarney.

    Leia tudo sobre: José Guilherme Villelatseassassinato

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG