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Cinco agentes federais da Delegacia de Imigração da Polícia Federal em São Paulo foram presos ontem por suposto envolvimento com uma organização criminosa que facilitava a regularização de estrangeiros no País. Também foram detidos dois servidores administrativos da PF e mais cinco suspeitos, que seriam advogados e despachantes.

As prisões foram realizadas pela própria PF, que batizou a missão de Operação Piàn Jú.

A Justiça Federal autorizou interceptações telefônicas e de e-mails de alguns investigados. Foi instalada escuta ambiental em salas ocupadas por alguns dos envolvidos na sede da própria Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

A PF informou que Piàn Jú quer dizer "falcatrua e/ou fraude" em chinês. É de origem chinesa a maioria dos cidadãos que obtinham certidões forjadas para permanecer no Brasil. A investigação teve início em junho e é desdobramento da Operação Da Shan, que identificou um "grupo especializado, que contava com a participação de policiais federais".

A ação de ontem mobilizou 100 policiais federais que cumpriram 23 mandados de busca e apreensão em endereços comerciais e residenciais e 13 mandados de prisão - até o início da noite, apenas uma ordem de prisão não havia sido executada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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