Presos nove suspeitos de integrar PCC no interior de SP

Depois de seis meses de investigação em campo e com escutas telefônicas, a Polícia Civil prendeu ontem à noite nove pessoas em Novo Horizonte, a 429 quilômetros de São Paulo, acusadas de pertencer a uma quadrilha de tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC), que era comandada de dentro de dois presídios do interior do paulista. No dia 20 de março, outros quatro integrantes da quadrilha já haviam sido detidos em São José do Rio Preto, a 440 quilômetros de São Paulo.

Agência Estado |

A quadrilha controlava dez biqueiras (bocas) em Novo Horizonte e outras em cidades vizinhas, como Catanduva, Borborema e Rio Preto. A droga era enviada por traficantes da facção que controlam o comércio no atacado e estariam estabelecidos em Ribeirão Preto e Araraquara, também no interior do Estado. A polícia não informou de quais presídios a facção controlava o comércio da droga, mas divulgou que dois presidiários do PCC, que continuam sob investigação, eram os chefes do grupo.

Além de 15 telefones celulares, cerca de R$ 3 mil em dinheiro, porções de crack e cocaína, os 45 policiais que participaram da Operação Disciplina apreenderam um caderno com balanço de rifas vendidas para arrecadar fundos para o PCC. Entre os nove detidos estão dois "disciplinas" da facção, que coordenaram dois "tribunais" de execução do PCC em Novo Horizonte.

Um deles é Carlos Alexandre Euzébio de Souza, o Gorducho , que autorizou o assassinato de um integrante da facção conhecido por Marquinhos do PCC , morto 2 de fevereiro do ano passado. Marquinhos , que era cobrador do PCC, foi assassinado porque não teria repassado o dinheiro da venda de drogas. O outro é Alan Tostes de Oliveira, o Branquinho , que absolveu um integrante da facção que cobrou uma dívida de um usuário com uma arma de fogo.

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