Presos libertam reféns e encerram rebelião em penitenciária do Paraná

A rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), no Paraná, que começou na noite desta quinta-feira, terminou por volta das 16h desta sexta-feira, de acordo com a Polícia Militar (PM). Os dois agentes penitenciários que continuavam reféns foram libertados e passam bem, informou a PM.

iG São Paulo |

Os presos começaram a se entregar por volta 15h, em grupos de 30, e foram distribuídos em quatro pátios para serem identificados e revistados. A exigência para a libertação dos agentes penitenciários foi a confirmação de que alguns presos, que moram em outros estados, seriam transferidos para penitenciárias mais próximas de suas residências.

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Presos no telhado da Penitenciária Central do Estado nesta sexta-feira.

O motim foi iniciado por volta das 21h30 de quinta-feira quando alguns detentos, das alas 7, 8 e 10, entraram em confronto e fizeram reféns agentes penitenciários e presos.

Rebelião

No fim da manhã desta sexta-feira, um dos três agentes penitenciários que eram mantidos reféns foi liberado. O governador do Paraná chegou a confirmar a morte de três presos durante a rebelião, mas elas ainda não foram confirmadas pela PM. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rodrigo Larson Carstensele, há informações de detentos mortos por presos rivais, mas ainda não há confirmação do número.

Durante a noite, os presos queimaram colchões e camas e foram para para o telhado de um pavilhão com os reféns, ameaçando matá-los se os policiais invadirem o presídio.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Clayton Agostino Auwertzr, afirmou que a retirada de alguns policiais militares que faziam a guarda armada do local deixou os agentes vulneráveis.

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Presos queimam colchões no teto do presídio

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rodrigo Larson Carstens, afirmou que não é verdadeira a notícia que a rebelião teria sido iniciada por conta das transferências. Os policiais que de lá foram retirados estavam ociosos e foram transferidos para fazer o policiamento de rua, protegendo a população. O que aconteceu na PCE é que presos de facções criminosas rivais, que eram inimigos, entraram em confronto, afirmou. Segundo o coronel, a polícia investiga a denúncia que teria havido facilitação para a entrada de armas brancas no presídio.

Penitenciária Estadual

A Penitenciária Estadual de Piraquara é um presídio de segurança máxima com capacidade para 723 presos condenados. Com 169 celas, tem 12.800m² de área construída e um espaço para horta com 7.500m². O investimento foi de R$ 8,5 milhões, sendo 80% provenientes do Ministério da Justiça e 20% do governo paranaense.

*Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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