Dez pessoas foram presas hoje acusadas de integrar uma quadrilha especializada em desviar verbas públicas no Maranhão, durante a Operação Orthoptera, da Polícia Federal (PF). O grupo era formado por empresários, uma ex-prefeita da cidade de Alcântara e membros das comissões de Licitação e Sindicância.

Conforme a PF e a Controladoria Geral da União (CGU), em cinco meses do ano passado, o esquema movimentou cerca de R$ 5 milhões somente em recursos da Educação, sendo quase sua totalidade desse montante desviado com as fraudes.

Aproximadamente cem policiais federais e 11 analistas da CGU cumprem hoje 24 mandados de prisão e 15 de busca expedidos pela Justiça Federal. As investigações, de acordo com a PF, tiveram como ponto de partida a utilização de contas de passagem e falsificação de extratos bancários, dentre outras manobras, cuja finalidade era maquiar o desvio de verbas oriundas da Educação.

Segundo a corporação, a prefeitura de Alcântara executava os recursos aportados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) de forma irregular, que eram transferidos para outras contas da prefeitura utilizadas como de passagem - os recursos eram inicialmente transferidos para outras contas a fim de desvinculá-los da origem. A partir das contas recebedoras das transferências, os recursos do Fundeb eram utilizados para pagamentos diversos, créditos a terceiros e diversos saques em "boca em caixa".

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