Presos delegado e policiais acusados de explorar jogo

Uma organização criminosa que explorava o jogo ilegal, corrompia policiais e lavava dinheiro da máfia dos caça-níqueis foi desarticulada na última sexta-feira (11) pela Operação 11 de Setembro. Ao todo 17 pessoas, entre elas um delegado e nove investigadores, foram presas e 45 mandados de busca e apreensão foram cumpridos por cerca de 200 policiais da Corregedoria da Polícia Civil e por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Agência Estado |

Cinco delegacias foram revistadas na primeira grande ação desde que a corregedoria se tornou independente, há um mês.

"Essa operação é fruto do trabalho da corregedoria, que cortou na própria carne", afirmou ontem o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. Entre os detidos está o delegado João Rosa, titular do 73º Distrito Policial, no Jaçanã, na zona norte de São Paulo. Ele é suspeito de lavagem de dinheiro da máfia dos caça-níqueis. Rosa foi detido em casa, na Aclimação, região central. Era o alvo "Alfa" da operação. Os corregedores revistaram sua casa em busca de anotações, extratos bancários e computadores.

Além dele, foi preso o investigador Maurício Rocha, do 1º Distrito Policial de Guarulhos, na Grande São Paulo. Rocha era acusado de ser sócio de José João da Silva, o Jabá, apontado como um dos chefes da máfia dos caça-níqueis em Guarulhos. Jabá e o investigador seriam sócios em uma loja de automóveis na Rua Jamil João Zarif, em Guarulhos. Ali os fiscais da Receita Federal encontraram 20 motocicletas e 15 carros com supostas irregularidades administrativas, o que levou à apreensão dos veículos.

Outros cinco investigadores foram presos - dois deles eram chefes de investigadores dos 7º DP e do 9º DP de Guarulhos. A cidade teve cinco de suas nove delegacias revistadas. A Delegacia Seccional de Guarulhos informou que os policiais investigados que ocupam cargos de chefia serão afastados. Também foram presos três policiais militares acusados de conivência com o jogo. Segundo as investigações, os policiais recebiam dinheiro para permitir o funcionamento das máquinas. Em um imóvel relacionado pelos corregedores ao policial Rocha foram achados caça-níqueis. Os suspeitos lavariam o dinheiro do jogo em supermercados e lojas de carros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Policiais envolvidos com caça-níqueis:

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