Cinco jovens, que distribuíam panfletos da Marcha da Maconha, passeata pela legalização da droga que será realizada no próximo dia 4, no Arpoador (zona sul do Rio), foram presos e autuados por apologia ao crime na madrugada de hoje. De acordo com a polícia, o grupo foi abordado por policiais em frente a uma casa noturna, quando preparavam uma panfletagem no local.

Eles foram levados para a delegacia, onde a polícia apreendeu 1.700 panfletos e as quatro camisas promocionais da passeata que os ativistas usavam, inclusive a da única mulher do grupo, Alessandra Brum, que recebeu uma camisa da polícia. Além dela, foram presos Renato Cinco, Raoni Ferreira, William Filho e Flávio Ferreira.

"Se a polícia adotar esta lógica, deverá prender também as pessoas que se manifestam a favor da pena de morte. Temos a convicção que não estamos fazendo apologia às drogas ou ao tráfico, mas sim exercendo nosso direito constitucional promovendo uma manifestação para esclarecer as pessoas sobre a legalização da maconha", disse o ativista Renato Cinco. Segundo ele, os organizadores vão se reunir amanhã para estudar medidas legais para garantir a realização da Marcha da Maconha, marcada para o dia 4 na Praia do Arpoador.

O grupo concentra a divulgação do evento em redutos boêmios da cidade. No dia da prisão. eles planejavam distribuir os panfletos em bares da Gávea (zona sul) e da Lapa, no centro.
Os jovens foram liberados após a autuação, mas devem prestar novo depoimento. Se condenados, podem cumprir pena de três a seis meses de prisão ou pagar multa. Nenhuma autoridade da 6ª Delegacia de Polícia, onde funcionou a central de inquéritos durante o feriado, foi encontrada para comentar o caso.

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