Presos 5 acusados de fraude em hospitais públicos em SP; prejuízo chega a R$100 mi

SÃO PAULO - Cinco empresários foram presos na manhã desta quinta-feira, em São Paulo, acusados de envolvimento em uma quadrilha que fraudava licitações para a venda de equipamentos e remédios para hospitais públicos do Estado de São Paulo. A ação desviou mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos.

Livia Machado |

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Segundo o delegado Luiz Castilho Storni, do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), os cinco envolvidos serão indiciados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa, falsidade ideológica, sonegação de impostos e formação de quadrilha. Eles tiveram suas contas bancárias bloqueadas pela justiça de São Paulo.  

As investigações indicam que a quadrilha arrecadou cerca de R$ 56 milhões em licitações fraudadas junto à secretaria estadual de Saúde de São Paulo. Já nas negociações com as secretarias municipais, Storni diz que ainda não é possível calcular o tamanho do rombo, mas ele deve ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões.

O esquema

Segundo o delegado Storni, as empresas entravam em licitações públicas com um acordo para ofertar preços acima do mercado. Funcionários do departamento de licitações das secretarias seriam subornados para desclassificar empresários que não participavam da operação.

A vencedora da disputa, além de fraudar os valores, ainda oferecia material hospital de qualidade duvidosa. As investigações indicam que cateteres foram comprados na China e destinados a hospitais públicos de São Paulo. Até mesmo o soro utilizado em enfermarias seria alvo dos fraudadores.

A Polícia ainda informa que quadrilha teria conseguido fraudar licitações do pregão eletrônico do governdo de São Paulo.

Além dos municípios de São Paulo, a polícia investiga a ação do grupo em cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás.

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil informam que a quadrilha venceu licitações no Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-SP), no Pérola Byngton, no Instituto Dante Pazzanese e nos hospitais municipais do Jabaquara, Cachoeirinha e Sabóia. No total, 10 centros de saúde estariam na lista dos fraudadores.

Investigações

Segundo o delegado Luiz Storni, a ação desta quinta-feira faz parte de uma primeira etapa das investigações. Ele informou que foram apreendidos mais de 100 malotes de provas.

Nos próximos dias, a polícia convocará os diretores dos hospitais envolvidos para uma série de interrogatórios.

Saldo da operação

Durante a ação, os policiais cumpriram 22 madados de busca e apreensão. Foram apreendidos R$ 7 milhões em bens dos envolvidos, entre eles carros de luxos, iates e um helicóptero. Também foram encontrados R$ 700 mil em dinheiro.

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