A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba prendeu hoje 14 pessoas acusadas de pertencer a uma quadrilha que ofereceria empréstimos a grandes empresários, em nome de instituições financeiras fictícias, com taxas de juros abaixo das praticadas no Brasil e com longo prazo para pagamento. Para garantir e liberar o empréstimo, eles exigiam depósito de uma espécie de seguro em contas de membros do grupo ou de empresas de fachada.

Três pessoas estão foragidas.

Segundo as investigações, os integrantes da quadrilha seriam pessoas capacitadas para trabalhar no mercado financeiro. "Para cada golpe, a quadrilha inventava um banco internacional diferenciado, montava sites fictícios, pagava passagens para que os empresários fossem ao escritório em Madri, para que as transações parecessem o mais real possível", disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari. As prisões foram feitas nas cidades em Curitiba, Apucarana,
Matinhos e Foz do Iguaçu, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e em Brasília.

A polícia informou ter conhecimento de pelo menos quatro golpes aplicados em vítimas de Curitiba, São Paulo e Mato Grosso, em que teriam conseguido arrecadar R$ 1 milhão. "O empresário acreditava que, aplicando em bancos no Brasil o dinheiro emprestado no exterior, poderia usar os rendimentos para pagar os juros baixos oferecidos pela instituição e se interessava pelo negócio", afirmou Michelotto. Mas para que o empréstimo fosse concedido, eles pediam bens em garantia", afirmou.

"No entanto, como o suposto empréstimo geralmente passava de R$ 1 milhão, eles diziam que os bens não eram suficientes e apresentavam um seguro, que deveria ser pago para que o contrato fosse realizado." Os depósitos eram feitos, então, em nome de pessoas da quadrilha ou de empresas de fachada. Nas buscas e apreensões foram encontrados 18 títulos falsos do Banco Central da Venezuela e dois títulos falsificados da Petrobras, além de cartões de crédito, talões de cheque, automóveis e computadores.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.