Presos 12 acusados de fraudar obras em Bebedouro-SP

Doze pessoas foram presas e três não foram localizadas hoje, durante a operação "Cartas Marcadas", realizada hoje pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) para desarticular uma possível organização criminosa que estaria agindo na Prefeitura de Bebedouro, na região de Ribeirão Preto (SP).Quatro dos detidos são diretores da prefeitura, cargos que equivalem aos de secretários em outros municípios.

iG São Paulo |

Doze pessoas foram presas e três não foram localizadas hoje, durante a operação "Cartas Marcadas", realizada hoje pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) para desarticular uma possível organização criminosa que estaria agindo na Prefeitura de Bebedouro, na região de Ribeirão Preto (SP).

Quatro dos detidos são diretores da prefeitura, cargos que equivalem aos de secretários em outros municípios. Uma contadora, que presta serviços para empresas, também foi detida, além de proprietários de empresas de construção civil de Bebedouro e de Catanduva. As prisões são temporárias por cinco dias.

O delegado seccional de Bebedouro, José Eduardo Vasconcelos, afirmou que o grupo seria responsável por fraudes na modalidade carta-convite, previsto na Lei 8.666, de 1993, das Licitações Públicas, que determina que possam ser feitos convites diretos a empresas quando o valor, para obras, for entre R$ 16 mil e R$ 159.999,98. "Um grupo formado por quatro a seis empresas era convidado e havia rodízio de vencedores", explicou.

Vasconcelos informou que havia ainda superfaturamento de cerca de 10% nas obras (principalmente nas ligadas à Educação, como reformas de escolas) e essa diferença retornaria das empresas, sendo desviada.

Prefeito

O delegado disse que, por enquanto, não existe qualquer prova nem acusação contra o prefeito João Batista Bianchini (PV), conhecido por Italiano. Vasconcelos também não revelou os nomes dos presos, pois todos ainda são considerados suspeitos.

Entre os presos que trabalham na prefeitura, e ocupam cargos de confiança do prefeito, estão pessoas responsáveis por licitações, obras públicas e o chefe de gabinete. Documentos públicos foram apreendidos e serão analisados nos próximos dias. A investigação começou em janeiro, com interceptações telefônicas para reunir provas.

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