Desde terça-feira, os 11,8 mil habitantes de Juscimeira, cidade mato-grossense a 157 quilômetros de Cuiabá, não podem ter contato com o novo prefeito do município. O presidente da Câmara de Vereadores, Arthur Queiroz Neto (DEM), tomou posse como prefeito de dentro da única cadeia pública da cidade.

Preso por compra de votos na eleição de domingo, ele despacha de uma cela porque o prefeito Dener Araújo Chaves (DEM) foi afastado por determinação da Justiça por improbidade administrativa. Já o vice, Edivaldo Araújo (PT), pediu licença até janeiro alegando problemas de saúde.

Arthur não conseguiu se reeleger vereador. Sua assessoria jurídica ingressou com um pedido de reconsideração da prisão, o que já foi negado pelo juiz eleitoral da comarca, Júlio César Molina. "Como a cidade está um caos e sem comando, a gente decidiu dar posse mesmo nessa condição porque precisamos de alguém para despachar as coisas urgentes e autorizar o pagamento dos funcionários", afirmou o primeiro-secretário da Câmara, Lindomar Duarte da Silva (DEM).

Em março deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu intervenção no município e o afastamento do prefeito. Ele é acusado de irregularidades administrativas, constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ontem, o Tribunal de Justiça (TJ) rejeitou o pedido de intervenção em Juscimeira.

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