BELO HORIZONTE - Preso preventivamente na http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/12/pf_prende_15_em_nova_fase_da_operacao_pasargada_1355075.htmlOperação De Volta para Pasárgada da Polícia Federal (PF), o prefeito de Juiz de Fora (MG), Carlos Alberto Bejani (PTB), encaminhou nesta segunda-feira uma carta de renúncia à Câmara Municipal da cidade. Ao renunciar, o prefeito procura evitar uma eventual cassação e garantir os direitos políticos. O vice-prefeito, José Eduardo Araújo (PR), assumiu o comando do Executivo municipal, após conceder entrevista coletiva.

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Araújo demitiu secretários ligados ao ex-prefeito
De acordo com a assessoria, Bejani disse na carta enviada à Câmara que renunciou para se dedicar a sua defesa. Logo depois de assumir, José Eduardo Araújo demitiu secretários de diversas pastas municipais que são ligados ao ex-prefeito.

As denúncias contra Bejani deram origem a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), cujo relatório final, de 113 páginas, será apresentado na tarde desta segunda-feira. A CPI foi instalada para apurar as suspeitas de liberação indevida de recursos do Fundo de Participações dos Municípios, desvio de verba pública e enriquecimento ilícito do chefe do Executivo.

O prefeito é acusado de receber propina para autorizar o reajuste das tarifas de transporte público do município, entre outras denúncias. Um empresário acusou Bejani de exigir R$ 200 mil de propina para cada centavo de aumento na passagem de ônibus da cidade. O Ministério Público quer anular o último reajuste nas passagens, que subiu de R$ 1,55 para R$ 1,75.

O prefeito aparece em vídeos apreendidos pela PF em que recolhe maços de dinheiro supostamente de propina paga pelo empresário do setor de transporte coletivo Francisco José Carapinha, o Bolão. Numa gravação, que teria sido feita no dia 10 de maio de 2006, Bejani, enquanto contava o dinheiro, afirma que horas depois se encontraria com o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, em Belo Horizonte, para tratar da liberação de R$ 70 milhões - que garantiria uma "comissão" de R$ 7 milhões.

Ele se referia a um financiamento da Caixa Econômica Federal aprovado pelo Ministério das Cidades para obras no Rio Paraibuna, como parte do programa Saneamento Para Todos do governo federal.

Defesa

A defesa de Bejani alegou que o vídeo era uma simulação para atingir um adversário político do prefeito e nega o encontro. Dirceu também já disse que a reunião não ocorreu, negou interferência na liberação do financiamento e classificou de "infame e vil" a suspeita envolvendo seu nome. A PF estuda abrir inquérito para apurar o caso.

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