Preso em cela comum, Humberto Braz ficou calado em depoimento, diz advogado

SÃO PAULO - O ex-presidente da Brasil Telecom Participações Humberto Braz permaneceu calado durante depoimento encerrado há pouco na sede da Polícia Federal (PF), em São Paulo. A falta de tempo para leitura dos autos do inquérito e o estado emocional de Braz, considerado pela PF como braço direito do banqueiro Daniel Dantas, foram os principais motivos que levaram a defesa a orientar o silêncio no depoimento.

Valor Online |


A Polícia Federal confirma o encerramento da oitiva, mas não revela se o executivo realmente permaneceu calado.

O advogado Alexandre Lopes, sócio do escritório que cuida da defesa de Braz, disse ao Valor Online que a principal razão para o estado emocional de seu cliente é o fato de o executivo estar preso em uma cela comum, dividida com presos comuns. Ele foi transferido ontem da sede da PF, no bairro da Lapa, para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo.

O advogado informou ainda que a defesa está providenciando o diploma de curso superior de Braz, para que o acusado possa ser transferido para um local adequado.

Quanto à leitura dos autos, que somam cerca de 6 mil páginas, Lopes espera que esteja concluída dentro de uma semana, possibilitando, assim, que Braz tenha o depoimento efetivamente tomado pela PF. O advogado afirmou ainda que o pedido de habeas corpus de Braz já foi encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e que a expectativa da defesa é de que seja concedido o mais breve possível.

A solicitação é de que seja estendido a Braz o habeas corpus concedido a Dantas na última sexta-feira.

Humberto Braz e Hugo Chicaroni são os únicos presos pela Operação Satiagraha que permanecem atrás das grades. Os dois são acusados de oferecerem US$ 1 milhão a um delegado da Polícia Federal, para que este retirasse das investigações os nomes de Dantas, de sua irmã e de um sobrinho.

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