O primeiro júri popular dentro de um complexo prisional brasileiro foi realizado hoje em Maceió, sem nenhum incidente. O detento José Márcio da Silva foi absolvido da acusação de homicídio por 4 votos a 3.

A experiência inédita no Brasil é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), com o objetivo de reduzir os riscos de fuga ou resgate de presos, além de diminuir os custos dos julgamentos.

No entanto, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) não vê com bons olhos a experiência e aponta "riscos desnecessários" e "falta de estrutura" para a realização do júri dentro do complexo prisional. O presidente da entidade de Alagoas, Omar Coelho, disse que presídio não é local de julgamento e teme pela segurança dos advogados.

O julgamento foi presidido pelo juiz da 9ª Vara Criminal Geraldo Amorim e começou por volta das 10 horas, em uma sala reservada no prédio do setor administrativo do presídio Rubens Quintella, na periferia da capital alagoana. Segundo o magistrado, a experiência foi tão bem sucedida que já está marcado um novo julgamento no mesmo local para sexta-feira.

O resultado do júri saiu no final da tarde. O réu José Márcio da Silva, de 31 anos e conhecido por Índio , foi inocentado da acusado de matar Carlos Alberto Ribeiro Macedo, em 2006. Mesmo assim, Índio vai continuar no presídio Cyridião Durval porque também responde por outro homicídio, que tem júri marcado para o próximo dia 22.

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