Preso acusado de vender cadáver para dar golpe no PR

O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil do Paraná prendeu hoje o papiloscopista João Alcione Cavalli, que trabalhava no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, sob a acusação de ter vendido um cadáver, ainda não identificado, para que um homem tentasse aplicar um golpe numa seguradora dos Estados Unidos. Cavalli negou à polícia participação no crime.

Agência Estado |

Outros três acusados foram presos por suposta participação.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, Mércio Eliano Barbosa, de 28 anos, morava nos EUA e comprou duas apólices de seguro de vida, num total de US$ 1,6 milhão (R$ 2,70 milhões). Depois, teria passado a procurar, por meio de páginas de relacionamento da internet, alguém que lhe fornecesse um atestado de óbito falso. Segundo Delazari, o papiloscopista soube do interesse e respondeu afirmativamente.

O delegado do Nurce Sérgio Inácio Sirino disse que Barbosa teria vindo à capital paranaense e encontrado Cavalli por três vezes. O papiloscopista teria prometido o corpo, pelo qual deveria receber R$ 30 mil, assim que o dinheiro do seguro fosse liberado. De acordo com o Sirino, Cavalli tirou as impressões digitais dele e pediu que apresentasse um parente de primeiro grau para reconhecer como sendo dele, o papiloscopista, o cadáver de um indigente. A incumbência ficou a cargo da irmã de Barbosa, Daiana, de 20 anos.

O reconhecimento teria acontecido em dezembro e o corpo foi enterrado no Cemitério Caminho do Céu, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, como sendo o do irmão dela. Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, a seguradora desconfiou da morte por causa do valor do contrato e acionou a polícia. Em três meses de investigação, Barbosa e Daiana foram encontrados e, na sexta-feira, foram presos no norte do Estado.

Delegado

O delegado do Nurce disse que Barbosa confessou a tentativa de golpe e apontou Cavalli, que teria contribuído. Além de Barbosa, foram detidos a irmã dele e um terceira acusado, Cristian Gean José de Andrade, de 30 anos, que teria emprestado o nome para que Barbosa adquirisse um consórcio de carro. Andrade receberia um valor depois que Barbosa conseguisse o dinheiro do seguro. A Polícia Federal (PF) deve ser acionada para tomar providências contra a mulher de Barbosa, que está nos EUA. "Provavelmente, será extraditada porque está em situação ilegal", disse Sirino.

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