Foi implodido, no início da tarde deste sábado, o Complexo Penitenciário Frei Caneca, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro.


Orçada em R$ 11 milhões, a implosão foi considerada um sucesso pelo governo do Estado. No lugar será construído um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

Segundo o secretário estadual de Habitação, Leonardo Picciani, serão necessários 90 dias para processamento do entulho e liberação do terreno de 66 mil metros quadrados. 

O material recolhido da implosão vai ser triturado e removido mecanicamente. Para reduzir o tamanho do impacto ambiental e economizar recursos naturais, o governo estadual vai usar resíduos sólidos gerados pela implosão para a fabricação de bases de asfalto e a construção de novas edificações.

Alguns blocos, no entanto, ainda ficaram parcialmente pé. Mas o secretário de Habitação explicou que foram usados explosivos de menor força por causa do prédio vizinho. O restante da remoção será mecânica, informou Picciani. "O objetivo era assentar os blocos para removê-los em seguida", disse.

A implosão do complexo obrigou cerca de 10 mil pessoas que moram no entorno a deixarem suas moradias a partir das 10h deste sábado. 

O governo vai doar o terreno para a Caixa Econômica Federal, que contratará a empresa responsável pela construção do conjunto habitacional. Pelo gabarito da área, o conjunto habitacional poderá contar com até dez andares.

A previsão é que tenha 2,5 mil unidades populares, parte delas adaptada para pessoas com necessidades especiais, em até 400 mil metros quadrados de área construída. O projeto, no entanto, dependerá da Caixa e da empresa responsável pela construção.

Uma parte das unidades será destinada a  moradores em áreas de risco no Morro de São Carlos, no Estácio, também na região central da cidade.

Claudia Dantas
Depois da implosão, guindastes começaram a remover os entulhos


Inaugurado em 1769, o Complexo Penitenciário Frei Caneca era o mais antigo do País. Por lá passaram presos políticos como Olga Benário, Gregório Fortunato e Graciliano Ramos, que durante o período em que esteve preso escreveu Memórias do Cárcere .

O processo de desativação do presídio foi realizado em novembro de 2006. No fim do ano passado, parte do complexo já havia sido implodida.


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