Presidente salvadorenho visita Lula em busca de acordos

O presidente recém-eleito de El Salvador, Maurício Funes, manifestou ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sua intenção de estreitar laços com o Brasil. Em sua primeira viagem internacional após a eleição de domingo, Funes disse que gostaria de firmar acordos com o Brasil de cooperação em nível técnico para assessorá-lo na produção de cana-de-açúcar, produção de etanol e exportação aos Estados Unidos.

Agência Estado |

"Vou fazer um governo de esquerda responsável", também prometeu ele, citando a redução da pobreza, o desenvolvimento econômico e a criação de empregos como metas.

Funes afirmou que pensa em enviar assessores para o Brasil antes de sua posse, que ocorrerá no dia 1º de junho, para acompanhar o funcionamento de programas sociais no País. "Temos de levar uma política que permita tirar muitos salvadorenhos da pobreza", afirmou. Entretanto, Funes ressaltou que não conversou com Lula em termos mais concretos sobre acordos ou convênios, pois ainda não tomou posse.

Ele disse que seu modo de governar será mais próximo ao do Brasil que da Venezuela, e que veio ao País para agradecer o apoio do presidente Lula em sua eleição. "Não há nenhuma contribuição de Lula, e sim um acompanhamento", afirmou ele, acrescentando que visitou o presidente do Brasil três vezes durante a campanha e que teve ideias para o seu programa de governo baseadas em experiências brasileiras, principalmente as dos programas sociais. Além disso, seu principal assessor foi o marqueteiro João Santana, conselheiro de Lula.

EUA

Funes também manifestou a intenção de aproximar-se dos EUA, onde vivem e trabalham cerca de 3 milhões de salvadorenhos. A população de El Salvador é de 9 milhões de pessoas. "Seria um suicídio para o meu governo que eu não construísse relações muito mais estreitas com os Estados Unidos", afirmou. Funes disse que Obama lhe telefonou na segunda-feira, poucas horas depois de sua eleição. Entretanto, fez questão de ressaltar que Lula foi o primeiro a lhe telefonar.

O presidente eleito de El Salvador aproveitou para destacar que não pretende renegociar a dívida do País, que ele calculou estar entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões. "Quero insistir que a dívida será paga nos prazos e com os juros que foram negociados", disse. "Vamos cumprir os compromissos que foram feitos pelos governos anteriores."

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