Presidente Evo Morales polemiza com a CNN sobre quem diz a verdade

O presidente da Bolívia, Evo Morales, discutiu neste sábado com uma correspondente do canal de televisão CNN sobre quem diz a verdade, em razão de uma suposta informação da emissora sobre a relação boliviano-iraniana.

AFP |

Morales se queixou durante uma entrevista coletiva no presidencial palácio Quemado de La Paz de uma informação que, segundo ele, a CNN teria divulgado a respeito do estabelecimento de relações diplomáticas entre Bolívia e Irã em setembro de 2007.

A CNN, segundo Morales, teria classificado o fato de "aliança do narcotráfico e terrorismo", colocando na tela fotografias dos presidentes da Bolívia e do Irã (Mahmud Ahmadineyad).

A correspondente da CNN em La Paz, Gloria Carrasco, presente na coletiva, pediu a Morales um esclarecimento, começando neste momento a discussão.

Morales estava relaxado no início da coletiva, que começou com brincadeiras com os jornalistas e uma advertência: "Cuidado com a sapatada", disse em referência ao incidente com o ex-presidente americano George W. Bush no Iraque.

"Pedi ao Departamento de Estado que esclareça esta informação divulgada pela CNN (...) eu pedi uma cópia e não me enviam a cópia", disse o presidente boliviano.

"Diga a data e o dia da notícia", respondeu a correspondente boliviana, com Morales respondendo: "Foi uma reportagem nos Estados Unidos, negar isso seria grave (...), eu vi pessoalmente".

A repórter voltou a perguntar: "quando foi?", ao que o presidente boliviano, já visivelmente irritado, afirmou: "digo a verdade e tenho o direito de dizer a verdade".

Morales, que pede à população a aprovação de uma nova Constituição neste domingo, assinalou que "o mundo inteiro sabe qual a orientação da CNN".

Mas a correspondente da emissora americana não recuou e exigiu: "Tem que provar o que diz". Morales contestou: "Peço a você como mulher que diga a verdade".

Carrasco voltou a insistir: "A você também peço o mesmo".

"Eu sempre digo a verdade, por isso estou na presidência", conclui o presidente boliviano, dando um ponto final ao ácido diálogo, testemunhado por quase 50 jornalistas estrangeiros.

jac/nh/fp/

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