Presidente do TRE-AL denuncia ameaças de morte

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), desembargador Antônio Sapucaia, afirmou hoje que há um plano para assassinar autoridades que combatem o crime organizado no Estado. Entre os ameaçados de morte, estariam Sapucaia e o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca.

Agência Estado |

Eles foram responsáveis, com o juiz estadual Gustavo Lima Souza, pelo afastamento de dez dos 12 deputados estaduais da Assembléia Legislativa, indiciados pela Polícia Federal (PF), acusados de desvio de R$ 280 milhões dos cofres da Casa. Uma terceira autoridade também receberia ameaças, mas o nome ainda não foi confirmado, oficialmente.

"As ameaças existem, mas ainda não sabemos da onde partiram. Por isso, vamos nos reunir para verificar os pontos em comum e tomar as providências que o caso requer", afirmou Sapucaia. Segundo o presidente do TRE de Alagoas, interlocutores pediram que ele tivesse um cuidado maior com a segurança pessoal porque, de uns tempos para cá, os passos dele seriam seguidos por interessados matá-lo. "São informações como essas que nós recebemos e ficamos preocupados porque, em Alagoas, não dá para não acreditar em ameaças de morte porque eles matam até quando não fazem ameaça", acrescentou Sapucaia, que participou da solenidade de posse de juízes-substitutos do TJ.

Fonseca também estava na solenidade, mas saiu sem dar declarações. Segundo a assessoria do Ministério Público (MP) Estadual, a intimidação contra o procurador-geral de Justiça de Alagoas foi comunicada ao presidente do Conselho Nacional de procuradores-gerais (CNPG), Marfan Martins Vieira, na sexta-feira. Na correspondência enviada ao CNPG, Fonseca revela que há mais de um mês é seguido por carros ou motos e vigiado por arapongas. De acordo com o procurador-geral de Justiça, na semana passada, um conhecido procurou-o para relatar que ouviu num hotel de Maceió informações sobre a articulação de um plano para matar quatro autoridades do Estado, até mesmo ele. O outro nome ouvido seria de Sapucaia.

Em conversas com amigos, Fonseca afirmou que passou a ficar preocupado com esse tipo de ameaça porque, há cerca de um mês, a casa da mãe dele teria sido invadida por estranhos, na madrugada. No dia da invasão, os filhos de Fonseca dormiam na residência da avó, que tem um muro alto e cerca eletrificada, mas, mesmo assim, os invasores entraram e quebrara um vidro da frente, saindo sem roubar nada. O procurador-geral ainda não comentou, oficialmente, essas informações, mas revelou a amigos que precisou reforçar a segurança depois que começou a se sentir intimidado.

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