Presidente do STF evita comentar nova prisão de Dantas

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, evitou comentar a prisão preventiva de Daniel Dantas decretada pelo juiz Fausto de Sanctis, da Justiça Federal de São Paulo, na tarde desta quinta-feira. Questionado se seria uma afronta à sua decisão, o ministro reiterou a falta de informações no caso. ¿Não conheço a decisão. Vamos aguardar.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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    Agência Brasil
    Mendes evitou comentar nova prisão de Dantas
    Mendes evitou comentarnova prisão de Dantas
    Mendes concedeu habeas-corpus a Dantas na noite desta quarta-feira, após o empresário ser preso de forma temporária na Operação Satiagraha, na última terça-feira, junto com outras 16 pessoas. Dantas deixou a sede da PF em São Paulo por volta das 5h30 desta quinta. À tarde, Mendes classificou como positiva a repercussão provocada pelo habeas corpus concedido por ele.

    De volta a prisão

    A prisão preventiva de Dantas na tarde desta quinta-feira ocorreu em um escritório localizado na avenida Nove de Julho, em São Paulo. O banqueiro volta para a prisão menos de 24 horas depois de ter conseguido no Supremo Tribunal Federal (STF) o habeas-corpus. Ele havia deixado a carceragem da Polícia Federal, localizada no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, por volta das 5h30 desta madrugada.

    "A ordem de prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal em São Paulo em razão de documentos encontrados nas buscas realizadas na última terça-feira e oitiva de uma testemunha que fortaleceram a ligação entre o preso e a prática do crime de corrupção (suborno) contra um policial federal que participava das investigações", informa a polícia, por meio de nota.

    Desta vez, Dantas é acusado de corrupção ativa por oferecer US$ 1 milhão para subornar um delegado da PF e evitar as investigações que levaram à sua prisão na última terça. O suborno era para livrar também sua irmã, Verônica Dantas, e Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do banco, ambos investigados na Operação Satiagraha. 

    De acordo com o Ministério Público Federal, o fato já havia sido informado ao juiz, que autorizou que os contatos entre o delegado e os intermediários continuassem sem que fosse dado o flagrante de corrupção. O objetivo seria a obtenção de mais provas. O delegado da PF teria chegado a receber R$ 129 mil dos intermediários do banqueiro.

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