Presidente do Supremo defende Lei Seca para motoristas http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/24/presidente_do_stf_critica_suposta_manobra_para_livrar_mensaleiros_1387100.html target=_blankPresidente do STF critica suposta manobra para livrar mensaleiros" / Presidente do Supremo defende Lei Seca para motoristas http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/24/presidente_do_stf_critica_suposta_manobra_para_livrar_mensaleiros_1387100.html target=_blankPresidente do STF critica suposta manobra para livrar mensaleiros" /

Presidente do STF defende presença do Exército no Rio

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu o uso das Forças Armadas na segurança pública brasileira. Ele lamentou a politização que o tema ganhou com o episódio que envolveu o Exército na morte de três jovens no Morro da Providência. De acordo com o ministro, a Constituição permite o uso das tropas e não se deve impedir que as Forças Armadas sejam utilizadas em ações como as que acontecem no Rio de Janeiro. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/24/presidente_do_supremo_defende_lei_seca_para_motoristas_1387108.html target=_blankPresidente do Supremo defende Lei Seca para motoristas http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/24/presidente_do_stf_critica_suposta_manobra_para_livrar_mensaleiros_1387100.html target=_blankPresidente do STF critica suposta manobra para livrar mensaleiros

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Taxando o episódio do Morro da Providência como "extremamente lamentável", o presidente do Supremo disse que o caso não "tem nada a ver" com o papel das Forças Armadas como órgão de defesa da ordem pública. Mendes comentou ainda que não se deve duvidar da aptidão do Exército devido ao incidente.  

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Familiares deixam encontro com Lula
"Tenho absoluta convicção que a Constituição Federal permite [o uso das tropas na segurança pública], desde que devidamente regrado. O que não é possível é ideologicamente, a partir de um episódio de todo lamentável, começar a dizer que o Exército por isso não tem aptidão para eventualmente atuar na segurança", explicou. 

O presidente também afirmou que existe uma significante carência nos serviços de segurança pública, o que os torna uma prioridade para o cidadão e assunto de interesse nacional. Sendo assim, se faz necessária uma coordenação entre o governo Federal, dos Estados e municípios no combate á violência.

O caso

Marcos Paulo da Silva, de 17 anos, Wellington Gonzaga Costa, 19, e David Wilson Florença da Silva, 24, moradores do Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio, teriam sido entregues no sábado, dia 14, e mortos, menos de 12 horas depois, por traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi.

Em depoimento ao titular da 4ª Delegacia de Polícia, delegado Ricardo Dominguez, alguns dos suspeitos teriam confessado o crime. Os jovens foram detidos pelos militares às 7h30 do sábado, quando voltavam de táxi de um baile funk, por desacato. Porém, o comandante da tropa determinou que eles fossem liberados após serem ouvidos.

AE/Marcos DPaula
Policiais do Exército e moradores em confronto
Testemunhas afirmam que os rapazes ficaram sob o poder dos militares até as 11h30 e depois foram entregues a traficantes de uma facção rival a do Morro da Providência, onde os rapazes moravam, no Morro da Mineira, onde foram executados. Há denúncias de que as vítimas teriam sido vendidas por R$ 60 mil.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Wellington teve as mãos amarradas e o corpo perfurado por vários tiros. David teve um dos braços quase decepado e também foi baleado. Marcos Paulo morreu com um tiro no peito e foi arrastado pela favela com as pernas amarradas. Os corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Na segunda-feira, após o enterro dos três jovens, moradores do Morro da Providência protestaram em frente à sede do Comando Militar do Leste (CML). Durante a manifestação, policiais do Exército entraram em confronto com os moradores, atirando bombas de efeito moral.

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