Presidente do STF critica ações de estudantes da UnB e MST

BRASÍLIA - O novo presidente do STF ministro Gilmar Mendes criticou nesta quinta-feira ações de estudantes da Universidade de Brasília que recentemente ocuparam a reitoria da instituição em protesto para a saída do ex-reitor Thimoty Mulholland. Para Mendes, protestos são válidos, mas a partir do momento que eles impedem o funcionamento de repartições públicas, deve-se aplicar a força da lei. ¿Não pode haver comprometimento do serviço público. O juiz tem que autorizar a desobstrução de áreas¿, disse. ¿No Estado de Direito, não existem soberanos. Se alguém pode fazer o que quer, não há Estado de Direito¿, completou.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Ele ressaltou que as críticas valem para o Movimento dos Sem Terra (MST) ou para qualquer outro movimento social. Como protesto, sim [é válido]. Impedir o funcionamento, não acho correto. Tal tese cabe também para invasões de propriedades privadas, declarou. Durante o mês de abril, o MST invadiu diversas áreas privadas em defesa da reforma agrária.

O presidente ainda ressaltou que estes tipos de protestos não podem se tornar algo normal para a opinião pública. Se isso [invasões de propriedade e obstrução de repartições pública] é quadro de normalidade nós incorporamos o patológico na nossa mente, disse. Por fim, Mendes disse que processos de reintegração de posse ou de desocupações não podem se transformar em tragédia e necessitam de meios e modos específicos para as ações. Ninguém quer tragédia, mas é preciso que regras básicas sejam respeitadas, declarou.

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